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Os 30 melhores álbuns e EPs nacionais e internacionais de 2023

A lista inclui trabalhos lançados entre os dias 1º de janeiro e 1º de dezembro de 2023

Urias, Jão, Agust D e Lana Del Rey integram a lista. Foto: Gabriel Renee / Divulgação / Divulgação / Divulgação

Por Allan César, Brenda França e Vitória Roque – O ano de 2023 foi marcado por diversos lançamentos marcantes, revelações e retornos explosivos no mundo da música. E, com isso, decidimos colocar na balança os principais destaques! O Tracklist escolheu os 30 melhores álbuns e EPs de 2023, em uma lista que se divide duas partes: 15 nacionais e 15 internacionais.

Observação: A lista inclui trabalhos lançados entre os dias 1º de janeiro e 1º de dezembro de 2023. Os álbuns foram definidos a partir da opinião dos redatores e da equipe do Tracklist, além de considerar a opinião da crítica especializada.


OS 30 MELHORES ÁLBUNS E EPS DE 2023


Os 15 melhores álbuns e EPs nacionais de 2023


15º – Marcelo D2 – “IBORU”

Com 16 faixas e lançado em junho deste ano, Marcelo D2 celebra seu novo trabalho de estúdio ao lado de grandes nomes como Alcione, Mumuzinho, Zeca Pagodinho e Xande de Pilares. Enquanto um dos nomes do rap nacional, D2 explora em seu novo trabalho as raízes da música popular brasileira através, principalmente, do samba das escolas.

Além do disco, D2 também desdobrou o conceito do trabalho através da Ocupação IBORU, no centro da cidade do Rio de Janeiro, em parceria com diversos artistas plásticos que inspiraram seus trabalhos no novo álbum. 


14º – Luccas Carlos – “Dois”

Seis anos depois do álbum de estreia de Luccas Carlos, o disco “Dois”, lançado em novembro deste ano, explora a evolução musical do carioca através de diferentes gêneros, sobretudo no R&B. O disco, que possui onze faixas que incluem parcerias como BK e Mauí, também homenageia Djavan através de faixa do mesmo nome e trabalha a narrativa em um pano reflexivo e particular em suas letras.


13º – Gaby Amarantos – “PiraruCool”

Apresentado em outubro deste ano, “PiraruCool” é o primeiro trabalho estendido de Gaby Amarantos desde a divulgação do álbum “TecnoShow”, uma brilhante representação da cultura do tecnobrega. O projeto a rendeu um Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa, provando a sua importância na cena.

É nesse contexto que surge o EP “PiraruCool”, que chegou cercado de expectativas – e ela sacia as esperanças do público com um trabalho que revoluciona canções já existentes. O projeto se torna ainda mais especial com participações de Majur, Johnny Hooker, Lexa, Irmãs de Pau, Luísa Nascim, Hiran, Leona Vingativa e MGZD, e ganha ainda mais brilho em momentos como “Ex Mai Love – 1,99 Remix” e “Xirley – Remixada na Calcinha”.


12º – FBC – “O AMOR, O PERDÃO E A TECNOLOGIA IRÃO NOS LEVAR PARA OUTRO PLANETA”

As faixas de FBC entraram de vez nos ouvidos do público geral com “BAILE”, projeto realizado em conjunto com VHOOR. Especialmente através da música “Se Tá Solteira”, o artista foi um dos responsáveis por reviver a onda de nostalgia no funk brasileiro. Em “O AMOR, O PERDÃO E A TECNOLOGIA IRÃO NOS LEVAR PARA OUTRO PLANETA”, no entanto, ele utiliza outras estratégias para capturar a atenção.

O novo álbum de FBC apresenta uma verdadeira viagem, seja ela cósmica, emocional ou simplesmente temporal, já que também traz elementos das décadas de 70 e 80. Com uma mistura de funk, soul e rap, o artista cimenta o seu espaço na indústria brasileira. O destaque vai para faixas como “MADRUGADA MALDITA” e “ATMOSFERA”.


11º – Ana Frango Elétrico – “Me Chama de Gato que Eu Sou Sua”

Ana Frango Elétrico se recusa a cair no rótulo de “nova geração da MPB”. Seu trabalho é, claro, influenciado pelo movimento, mas defini-lo como apenas uma junção de gêneros soa simplista. Em “Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua”, a artista carioca apresenta uma versão mais polida de tudo que havia construído nos dois álbuns anteriores, “Mormaço Queima” e “Little Electric Chicken Heart”.

O novo disco de Ana, divulgado em outubro, possui um pouco de tudo: indie pop, rock, samba, bossa nova, jazz, lounge music e mais; em uma mistura tão bem amarrada que apresenta algo totalmente inovador. O primeiro single do álbum, “Electric Fish”, assim como as canções “Dela” e “Boy Of Stranger Things” mostram, em suma, a história do álbum: é um projeto sobre amor, mas um amor livre de amarras e construções de gêneros. “Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua” busca confundir, libertar, emocionar – e isso o faz com louvor.


10º – Xande de Pilares – “Xande Canta Caetano”

Uma das maiores referências da música popular brasileira enquanto produtor, compositor e intérprete, Xande de Pilares provou, mais uma vez, que não se resume ao sucesso estrondoso do Grupo Revelação nas décadas de 1990 e 2000. Há 9 anos em carreira solo, foi em agosto deste ano que ele deu vez para o disco “Xande canta Caetano”, uma homenagem ao baiano no universo do samba com direção musical assinada por Pretinho da Serrinha em uma jornada através das diferentes fases e estilos de Caetano Veloso.


9º – Gloria Groove – “FUTURO FLUXO”

Lançado em novembro deste ano, o terceiro álbum de estúdio de Gloria Groove chegou após o sucesso de “Lady Leste” (2022) e trabalha uma faceta da artista paulista já apresentada em seu antecessor através das batidas de beats eletrônicos. Dessa vez, no entanto, o novo trabalho conta com a participação de artistas como Ludmilla, Anitta, Valesca Popozuda e mergulha no funk e suas referências desde os anos 2000 ao longo das 13 faixas em um clima futurista e sexual.


8º – DAY LIMNS – “VÊNUS≠netuno”

Lançado em novembro, “VÊNUS≠netuno” é o segundo álbum de estúdio de DAY LIMNS. O sucessor de “Bem-Vindo ao Clube” chega com um conceito bem marcado pela mitologia, astrologia e experiências dicotômicas – o sagrado e o profano, o bem e o mal, o certo e o errado.

O trabalho é, essencialmente, um disco de rock. No entanto, DAY apresenta uma nova roupagem, moldada com influências de gêneros como o trap, rap e R&B. Nas letras, ela aborda a idealização romântica, a culpa e a interferência da religiosidade em sua construção. Canções como “KÁLICE”, “CACOS”, “MINHA RELIGIÃO” e “APOCALÍPTIKA”, com Hyperanhas, são pontos altos de um projeto inovador.


7º – Carol Biazin – “REVERSA”

Em “REVERSA”, Carol Biazin está mais confiante, sexy e poderosa do que nunca. Completamente diferente do seu primeiro álbum, “Beijo de Judas” (2020), o “REVERSA” é dividido em três atos: a conquista e o apaixonar-se, a decepção e o término e, por último, a aprendizado que vem com o fim do amor ao outro e o início do amor próprio. Porém, aqui Biazin conta a história totalmente ao contrário. Composto inteiramente pela artista, o álbum é pessoal, potente e mostra porquê devemos manter os olhos na curitibana. 


6º – Urias – “HER MIND (BLOSSOM EDITION)”

Com letras em inglês, espanhol, francês e português, a mente de Urias dominou a nossa. O segundo disco de estúdio da artista, “HER MIND”, lançado em junho, ganhou um relançamento agora no final do ano: “HER MIND (BLOSSOM EDITION)“, no qual a cantora reflete sobre a atual fase da carreira.

Inspirado em um estudo de 2018 da Universidade de Liége, na Bélgica, que concluiu que o cérebro de pessoas trans é semelhante ao gênero com o qual se identificam, e não ao gênero biológico, a artista quebra paradigmas e vai além na nova versão do projeto. O relançamento conta com 16 faixas que também trazem suas experiências midiáticas e públicas, além de passear por gêneros latinos, eletrônicos e regionais.


5º – Marina Sena – “Vício Inerente”

Com sua estreia solo, Marina Sena já de primeira (com perdão ao trocadilho) se mostrava como um dos nomes mais excitantes do pop atual. Pouco mais de um ano e meio após seu primeiro disco, a artista deu continuidade à sua discografia com “Vício Inerente”, um álbum coeso, tropical e com uma parte lírica de dar inveja a muitos veteranos. Ainda vamos ouvir falar muito da mineira, que nos entregou um dos melhores álbuns de 2023. 


4º – Luísa Sonza – “Escândalo Íntimo”

O sucessor de “DOCE 22” chegou fazendo jus ao nome. “Escândalo Íntimo”, divulgado em agosto deste ano, reforça uma narrativa confessional de Luísa Sonza e suas emoções pessoais no que diz respeito aos seus relacionamentos e fama. O terceiro álbum possui 24 faixas repletas de referências e aposta nos excessos através de uma divisão de blocos e colaboração com artistas como Duda Beat e Demi Lovato.


3º – Ludmilla – “VILÔ

Prometendo um disco pop há anos, após o estrondoso sucesso do projeto “Numanice”, Ludmilla lançou em março de 2023 o “VILÔ, seu quinto álbum de estúdio. O material possui parcerias com Delacruz, Gaab, Gabriel do Borel, e nomes internacionais como Stefflon Don e Mariah Angeliq. Mesmo não sendo predominante pop, “VILÔ apresenta gêneros como funk, R&B, trap, entre outros que mostram a versatilidade e qualidade que a artista tem trabalhado ao longo dos anos.

Boa parte das letras celebram as conquistas da cantora, além de abordar relacionamentos e suas ramificações. As inúmeras versões da faixas feitas pela cantora também são pontos fortes do trabalho, como “Sintomas de Prazer”, que ganhou versões acústica e pagode. Não que Ludmilla precise de validação, mas com o “Vilã” ela prova que vai muito além de uma caixinha que tentam colocá-la.


2º – Jão – “SUPER”

Em “SUPER”, divulgado no mês de agosto, Jão traz o elemento do fogo para sua narrativa. Experimentando o maior momento da sua carreira até então, o cantor e compositor paulista reflete sobre o estrelato, seus altos e baixos e relacionamentos. Entre a melancolia, ansiedade, sensualidade e almejo pelo novo, o artista narra sua própria história em um retrato completo e vulnerável.

A sonoridade flui entre o pop rock, synth pop, referências oitentistas e até mesmo do country; com as produções mais polidas entre os trabalhos já apresentados por Jão. Enquanto “Maria” e “Julho” abraçam um lado mais soturno e simples, faixas como “São Paulo, 2015” e “Super” elevam o projeto a um produto digno de uma das maiores estrelas pop do país atualmente.


1º – IZA – “AFRODHIT”

Após um período de singles soltos e algumas parcerias, IZA finalmente lançou seu disco de estúdio, o “AFRODHIT”. Descrito como o mais feminino e pessoal da sua carreira, o material passou por mudanças, pois a artista descartou músicas prontas por julgar que não representavam seu momento presente.

O disco saiu em agosto de 2023 e surpreendeu pelas letras, mistura gêneros, e parcerias que parecem que foram feitas exatamente para cada canção. Por mais que nos últimos anos IZA tenha continuado no nosso radar, o “AFRODHIT” sela de vez a personalidade e a grande artista que conhecemos no “Dona de Mim”, tornando-o o campeão dentre os melhores álbuns de 2023.

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