1 de novembro de 2013 por Fernando Marques.

Após o grande sucesso de “Teenage Dream” e mais de 3 anos sem lançar um álbum de inéditas, Katy Perry volta a cena do pop com seu novo disco, Prism. Com uma proposta linear, Prism chega ao publico surpreendendo por ser, em muitas músicas, um campo nunca vasculhado por Katy.

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Artista: Katy Perry // Álbum: Prism // Lançamento: 22/10/2013

A primeira faixa do Prism, “Roar”, foi escolhida como primeiro single. Uma escolha a ser contestável com tantas faixas mais dançantes, o que o público já está acostumado a ver em First Singles. Katy apostou na faixa com uma mensagem motivacional e com uma batida leve e tranquila, mostrando que você não precisa ser agressivo para agradar. Ouça o álbum e veja abaixo a minha análise sobre as outras músicas!


Legendary Lovers – Uma das minhas faixas prediletas, “Legendary Lovers” segue um Pop mais obscuro, sem o dubstep básico de todos os últimos lançamentos. Essa música vem com uma batida leve e cativante com uns sons que lembram batidas indianas e com uma leve adição de Trap Music. Com Legendary Lovers é oito ou oitenta. Pode ter um futuro muito bem sucedido ou ter a rejeição total por parte do público.

Birthday – Em uma levada bem de música dançante dos Anos 70, Katy mostra sua música de aniversário, “Birthday”. Uma batida bem leve, com repetições que ficam na cabeça e fazem passar um vídeo na mente do ouvinte fazendo coreografias em uma festa de casamento. Uma música simples, porém sem o poder de ser um Huge Single.

Walking On Air – Uma das músicas que tem uma pegada que  lembra mais os tempos da brilhantina do que o pop atual, o que me faz crer que por não estar acostumado com esse tipo de música ela não foi aceita no meu conceito. Outra música que é oito ou oitenta e agradou muitos, mas desagradou mais ainda, sem meio termo. Estou na turma dos desagradados e acho que Katy ficou distante do que ela realmente é capaz de produzir com essa música.

Unconditionally – Calma no começo, porém começa a se transformar em uma música que me faz lembrar de cenas de reencontros em filmes de amor. Uma batida simples, uma mensagem de amor, uma Katy limpa, calma,  como se estivesse contando uma pequena história… A escolha para segundo single foi bem sucedida já que gruda na mente e quando menos se espera você já está cantando trechos.

Dark Horse – Uma música que é totalmente diferente do conceito que todo o álbum propõe. Tem uma batida pesada que faz os famosos 808’s tremerem. Com uma batida agressiva e progressiva no começo da música, vem a parte de que muitas músicas eletrônicas se baseiam, uma graduação na música para uma pausa e a batida. Uma sequência que já é clichê em DJs, mas que caiu muito bem com a Katy, o que faz a música ficar boa e viciante, uma ótima opção para terceiro single. Só dispenso a parceria com o Juicy J!

This is How We Do – Uma das músicas que eu acho que por ser tão simples ficam tão boas. “Chanel this, Chanel That” um trocadilho em cada verso, Katy ensina como eles fazem. Uma batida de pop original que lembra em muitas das partes que tem alguém jogando vídeo-game enquanto Katy gravava a música. Uma de minhas músicas preferidas e seria uma ótima opção de single, se Katy não falasse no final da música com um público inexistente.

International Smile – Oooooh ooooooh, a parte que fica na cabeça junto com a batida progressiva que tem uma quebra em certas partes que lembram um certo Break. Uma música muito boa, com um certo violão que está na maioria do tempo com o efeito Reverb, mas que deixa a música cada vez melhor. Uma aposta que daria certo como terceiro ou quarto single.

Ghost – Uma música bem calma, com certas partes que podemos escutar um sino a tocar, o que deixa a música com uma cara natalina. Uma música bem tranquila, boa para ser escutada antes de dormir.

Love Me – Chegando um pouco depois da metade do álbum as músicas começam a seguir um caminho diferente, ainda com uma pegada Vintage. Love Me é uma música que tem certos toques estranhos e psicodélicos, se é que podemos definir assim, mas não deixa de ser uma ótima música com o toque que Katy sabe dar.

This Moment – Uma pegada que quando a música começa, a primeira imagem que passa em sua mente é a de Katy com duas amigas andando na rua sob o ritmo da canção. Uma música que é boa, mas não é A Música, poderia ser melhor. Em certos momentos parece que os instrumentos ficam mais altos que a voz de Katy, o que deixa a música um pouco estranho no principio.

Double Rainbow – Uma música boa porém que poderia ser melhor se tivesse uma batida mais agitada, mas em compensação quando chega na segunda parte depois do primeiro refrão é adicionado uma batida mais forte, o que deixa a música mais viva… Resumindo, segue bem a ideia toda do álbum: um disco calmo, linear, sem grandes surpresas e sem grandes decepções.

By The Grace Of God – Sentimento. Você sente isso ao escutar a música, não tem como definir de outra maneira. Você sente a vontade de Katy cantando essa música, performance sentada ao piano é o que não falta.

Spiritual – Uma progressão atrás da outra. Quando parece que vem a grande batida, ela te engana. Uma música que não é clichê quando é escutada sozinha, mas parece muito o estilo de todas as outras músicas do álbum.

It Takes Two – A canção volta ao patamar da primeira metade do álbum que é numa pegada bem vintage. Não seria uma boa opção de single, mas de toda a segunda metade do álbum, é uma das melhores músicas e que poderia ter uma aceitação maior do publico, assim como Roar.

Choose Your Battles – Uma música com sons bem eletro, como se tivesse correntes elétricas passando ao fundo. Uma ótima música que lembra algumas das antigas da Rihanna. Pode agradar o público e ter um bom futuro dentro desse disco recheado de surpresas.

Nota Final: 8/10

 

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