O DJ e produtor musical Bruno Martini se prepara, atualmente, para um show no Lollapalooza...

O DJ e produtor musical Bruno Martini se prepara, atualmente, para um show no Lollapalooza Brasil 2025! O artista brasileiro tem apresentação marcada no evento para o dia 29 de março, e promete um set especial.
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Além disso, o DJ tem trabalhado em outros projetos. Recentemente, ele lançou seu mais novo EP, “ANTO”, composto por cinco faixas que mostram um lado mais alternativo, experimental e visceral do produtor.
Em entrevista recente ao Tracklist, Bruno Martini comentou suas expectativas acerca do Lollapalooza Brasil, deu mais detalhes de seu novo trabalho e muito mais. Confira abaixo!
“Nossa, fiquei muito feliz de ser convidado para participar do Lolla. Acho que todo artista sonha em tocar nesse festival, que é um dos maiores do mundo. Eu, na minha carreira, fui muito abençoado de poder tocar e participar dos maiores festivais mundo afora – Tomorrowland na Bélgica, EDC em Las Vegas, EDC no México e tal. Mas eu sempre tive o sonho de tocar no Lollapalooza. Para mim, era o único festival que eu nunca tinha tocado”.
“E eu falei: ‘Meu, não é possível. Será que um dia eu vou tocar?’ E agora finalmente fui convidado! Estou muito feliz de participar do Lolla desse ano. Já estou preparando um monte de coisa muito especial, um monte de música nova. Vou fazer um show bem especial e trazer um monte de coisas novas para o Lollapalooza desse ano”.
“Ah, tem muita música nova! Ano passado tive a oportunidade de trabalhar com artistas que sou muito fã. Tipo, lancei uma música com o Duran Duran [‘EVIL WOMAN’]. O meu primeiro instrumento foi a guitarra, e eu aprendi a tocar vendo o DVD do Duran Duran que meu pai tinha em casa – meu pai é muito fã, também”.
“Então pude trabalhar com eles; trabalhei com a Jennifer Lopez; fiz um remix para o Fatboy Slim, de uma música icônica dele chamada ‘Eat Sleep Rave Repeat’ – e com certeza vai estar no meu set, também. E tem muitas parcerias legais que eu só vou mostrar e tocar pela primeira vez no Lolla. Aí, tem coisas que não posso falar ainda, mas que estou deixando para estrear no festival”.
“Depois do show, sempre vem aquele momento de missão cumprida, e com certeza vou querer curtir. A Olivia [Rodrigo] é uma artista que vou assistir, tenho curiosidade para ver o show dela. E, enfim, curtir um pouco do festival, né? Porque o Lolla, por si só, já é um evento – você passear por lá, a roupa que a galera usa, a atitude da galera que vai para o festival…”
“E é muito legal que o Lolla é um festival que abriu muitas portas para a música eletrônica. Todos os anos eu vejo que, para os DJs, também é um sonho poder participar do festival. E o palco eletrônico é um palco que, pelo que eu acompanho, é um espaço que deu muito certo com o Lollapalooza. Lógico que tem a música eletrônica mainstream, mas é um gênero um pouco mais alternativo, também; então acho que isso conversa com o Lolla. Então, enfim, estou muito feliz e empolgado de participar do festival esse ano”.
“Esse EP é um projeto bem segmentado do meu mundo, são músicas instrumentais, são coisas que eu nunca nem lancei antes. Eu resolvi parar, e falei: ‘Meu, eu não vou seguir nenhuma tendência. Vou fazer um EP de músicas que gostava muito quando comecei a tocar’. Então trago um pouco daquelas referências, e fiz as músicas seguindo o meu coração, sabe”?
“E… assim, para esse ano tem muitas parcerias legais que vou lançar com artistas bem bacanas, também. Eu vivo dentro do estúdio, então eu sigo produzindo muita música. E eu também tenho um álbum que vou lançar esse ano. Então, assim, o Lollapalooza vai ser muito importante para mim – até porque um dos maiores singles que planejo lançar esse ano vai ser durante a época do Lolla, e eu quero estrear a faixa lá”.
“Eu gosto muito da primeira faixa [‘ANTO’]. Como eu disse antes, o EP é muito segmentado, é um EP que é realmente para DJ, assim. Então eu fiz sem seguir nenhuma tendência, fui fazendo os sons que fazia quando comecei a tocar; quando frequentava muitas festas e ia muito atrás dos DJs. Era o tipo de som que eu gostava muito. Então eu pensei em resgatar um pouco disso nesse EP. Mas é isso, são faixas um pouco mais alternativas e feitas exatamente para DJs”.
“Mas gosto muito de ‘ANTO’, que dá o nome do EP. Para mim, me traz muita nostalgia do que eu gostava de escutar quando eu comecei a discotecar. Então é um resgate de origem, mas também é algo mais experimental”.
“Cara, na minha carreira, uma das coisas que eu mais me orgulho foi de trabalhar com vários artistas – como o Timbaland, por exemplo. Para mim, como sou produtor, sempre trabalhei dentro de estúdios desde pequeno, e ele sempre foi uma das maiores referências. E, pela minha idade, eu cresci ouvindo as músicas dele. Ele mudou uma geração. E eu tive a oportunidade de trabalhar com ele; fizemos umas 10 músicas juntos. Fiz versões de músicas da Lady Gaga, Katy Perry; também teve o próprio Duran Duran que, como falei, sou muito fã. Jennifer Lopez, Fatboy Slim. Acho que fui muito abençoado de poder trabalhar com os meus ídolos, sabe? Acho que aprendi muito com eles”.
“Principalmente com o Timbaland, que acho que foi a pessoa com quem mais convivi. Eu passei dez dias com ele direto, e a gente fez muita música. O cara é muito apaixonado por música. E eu lembro que aquela experiência me marcou muito, porque eu sou um cara de estúdio, sou um cara que adora tocar, adora música, isso sempre foi parte de mim. Então me identifiquei muito com isso porque, para ele, em primeiro lugar é sempre a música – todo o resto vem depois. Essa é a forma que eu aprendi a trabalhar e a forma como convivi, porque meu pai também é músico. E quando vi isso de perto, um cara tão bem-sucedido, ainda apaixonado por música… você vê a expressão do cara mudar ali no estúdio. Isso foi muito marcante”.
“Mas, sim, tem vários artistas que eu desejo trabalhar junto. No Brasil, já trabalhei com muita gente; estou trabalhando em algo bem legal com o Zeca Baleiro agora. Fiz uma com o Carlinhos Brown, também. Enfim, estou sempre buscando e gosto muito de trabalhar com artistas mais inesperados. Eu acho que a minha carreira sempre foi um pouco assim, também. Fiz uma música com DENNIS, por exemplo, e na época a galera não entendia muito bem essa mistura de eletrônica com funk. A música eletrônica era sempre uma coisa muito gringa, porque a gente sempre escutava os DJs gringos, essas eram as referências da época”.
“E aí, quando veio nossa geração, ali para 2015, 2016, acho que começou uma grande mudança. E, hoje em dia, já é uma coisa super normal. Hoje em dia, os gringos querem fazer música como a gente faz no Brasil. O Brasil virou um centro de música eletrônica, que a gente exporta para o mundo inteiro. Então, enfim, acho que nesse ano vou trazer um pouco dessas brasilidades para a minha música”.
“Sendo muito sincero, minha meta é sempre poder viver fazendo o que eu já faço, sabe? Eu sou um cara que vivo dentro do estúdio todos os dias. Eu tenho um estúdio dentro da minha casa, então estou sempre produzindo. E eu gosto muito disso – gosto de fazer música, de criar, de sair para tocar e testar aquelas faixas que eu fiz, ver a reação da galera. Isso é algo muito legal do DJ, né? Por exemplo, semana passada eu fiz um monte de músicas, nunca lancei elas e toquei pela primeira vez para testar. E às vezes a gente toca e fala assim: ‘Pô, acho que isso aqui pode melhorar’. São coisas que a gente percebe só no momento, da pista e da galera”.
“Então a música eletrônica te permite testar suas faixas assim. E isso é um processo muito bacana, porque também me ajuda na hora da produção. Então minha meta é essa: continuar fazendo música boa. Eu também dei uma sumida dos palcos durante uns dois anos, porque tive um problema sério de saúde. Tive que parar um pouquinho para me cuidar. Então esse ano eu também planejo voltar mais para os palcos e voltar a fazer shows, e tocar, porque é uma coisa que eu amo”.
“E, mais uma vez, dentro da música eletrônica isso é super necessário, porque a gente depende da reação da galera ali, a gente quer sentir a música. É uma música de festa, de dança, de alegria, de emoção. Então você depende muito do calor humano, sabe? Se você ficar meio longe dos palcos, acho que não ajuda muito na carreira do DJ. Então eu quero muito voltar, estar mais presente nos palcos. E, para mim, vai ser muito importante participar do Lollapalooza. Como disse antes, é a primeira vez que eu toco no festival, e era o evento que eu mais queria participar. Era o que faltava na minha lista, e vou concretizar isso esse ano. Estou preparando algo muito especial, conteúdos muito legais de telão, de tudo. Então a galera pode ficar tranquila, porque vai ser um show muito legal”!
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